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DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA HOMOFOBIA

No dia 17 de maio de 1990 a Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da CID (Classificação Internacional de Doenças), formalizando assim, o que sempre foi sabido, homossexualidade não é doença.

Nascia o Dia Internacional contra a Homofobia.

Violência essa que atinge de forma bárbara todas as lésbicas, a exemplo do estupro corretivo, do apagamento dos símbolos lésbicos, da negação da participação das lésbicas na luta contra todo tipo de opressão contra mulheres.

A existência lésbica foi e sempre será sinônimo de resistência, considerando que as mulheres que amam exclusivamente outras mulheres rompem com a norma mais primitiva do patriarcado, as relações centradas no falo.

Portanto, celebramos não apenas pela homossexualidade ter deixado de constar na lista de CID’s, mas principalmente por todas que vieram antes de nós e com garra, sangue e fôlego fizeram com que essa marca deixasse de queimar em nossa pele.

“Antes que qualquer tipo de movimento feminista existisse, ou pudesse existir, lésbicas existiam: mulheres que amam mulheres, que se recusam a cumprir com as regras do comportamento imposto às mulheres, que se recusam a se definirem em relação aos homens. Essas mulheres, nossas antepassadas, milhões cujos nomes não sabemos, foram torturadas e queimadas como bruxas; difamadas em tratados religiosos e, posteriormente, “científicos”; retratadas na arte e na literatura como mulheres bizarras, alheias à moral, destrutivas e decadentes. Durante muito tempo as lésbicas foram a personificação do mal feminino.” Adrienne Rich

Nota de solidariedade e apoio às feministas radicais da Argentina.

Nosotras mujeres de la Grupa Ação e Resistência Radical Feminista demostramos nuestra solidaridad y apoyo a las compañeras de la agrupación F.R.I.A (Feministas Radicales Independientes de Argentina) y de la agrupación RadAr feminisnta por los recientes ataques sufridos en el 15 de febrero durante una asamblea para organizar el paro mundial del 8 de marzo, organizada por el movimiento Ni Una a Menos.

Hubo censura a las compañeras, a quienes impidieron de hablar sobre el abolicionismo de la prostitución durante la asamblea, lo que hiere su libertad de expresión y hace imposible el debate. También ocurrieron agresiones por parte de una persona trans que estaba presente en la asamblea.

Estas acciones, la censura y el impedimiento de la participación en espacios de construcción feminista no es algo nuevo para nosotras, feministas radicales brasileñas, tampoco para las feministas radicales alrededor del mundo. Nosotras de GARRa hemos sufrido muchos ataques en espacios dichos feministas en estos 5 años de existencia.

El feminismo se ha rechazado a discutir los asuntos más importantes para la vida de las mujeres, y las voces que van en contra al feminismo mainstream son silenciadas y depreciadas. Pero las feministas radicales y las feministas abolicionistas no serán calladas: seguiremos hablando de la relación íntima entre prostitución y la trata de mujeres y niños, y de cómo los proxenetas están infiltrados en el movimiento feminista.

Hay que ocupar siempre todos los espacios y luchar para que las voces de las mujeres que en realidad luchan por la liberación de todas las mujeres, y que hacen el verdadero feminismo, el feminismo no modificado, sean escuchadas.

No nos callaremos!


 

Nós mulheres da Grupa Ação e Resistência Radical Feminista expressamos nossa solidariedade e apoio às companheiras da coletiva FRIA (Feministas radicais independentes da Argentina) e da coletiva Radar Feminista pelos recentes ataques sofridos em 15 de fevereiro, durante a assembléia da organização  Ni una a Menos. As companheiras foram censuradas e impedidas de falar sobre o abolicionismo da prostituição durante a assembléia, o que fere sua liberdade de expressão e impossibilita o debate. Além disso, sofreram agressão física de uma pessoa trans presente na reunião.

Esse tipo de ação, a censura e o impedimento de participação em espaços de construção feminista, não é novidade para nós, feministas radicais brasileiras e nem para as feministas radicais que estão espalhadas pelo mundo. A GARRa por várias vezes, durante seus quase 5 anos de existência, tem sofrido ataques em espaços que se dizem feministas.

O feminismo tem se recusado a debater os assuntos mais importantes para a vida das mulheres, como a questão da prostituição, e as vozes que não estão de acordo com o feminismo mainstream são silenciadas e vilipendiadas. Mas as feministas radicais e as feministas abolicionistas não serão caladas: continuaremos a falar sobre a relação íntima entre prostituição e tráfico de mulheres e crianças, e como os cafetões estão infiltrados no movimento feminista.

Devemos sempre ocupar todos os espaços e lutar para que as vozes das mulheres que realmente lutam pela libertação de todas as mulheres, e que fazem o verdadeiro feminismo, o feminismo não modificado, sejam ouvidas!

Não nos calaremos!

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