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O anti-feminismo dos homens liberais e dos conservadores.

Homens conservadores nos chamam de liberais, homens liberais nos chamam de conservadoras: nos dois casos, o objetivo desses homens é passar a mensagem de que se lutamos pelos nossos direitos, estamos contra eles.

Os dois projetos masculinos de sociedade, o masculino liberal e o masculino conservador, presos em suas próprias lógicas específicas, têm muito em comum. Ambos operam sob a lógica da supremacia masculina, com o objetivo de mantê-la. O projeto feminista revolucionário não se encaixa em nenhum deles, e eles sabem disso. Nós, companheiras, não podemos ser inocentes. Estes homens sabem que estão mentindo sobre o feminismo, pois conhecem o caráter revolucionário do nosso projeto de sociedade, o reconhecem como ameaça, e se unem para combatê-lo.

As polêmicas dessa semana estão relacionadas às Olimpíadas, e a forma como os megaeventos intensificam a exploração das mulheres através da prostituição – os liberais que buscam o lucro em cima dos nossos corpos (e os que desejam nos comprar, nos consumir, e manter sua aparência de amigos das mulheres e exemplos de integridade entre seus pares) se valem de todo tipo de argumentos e táticas desonestas para vencer este debate. Usam de seus nomes, seus cargos e seu poder para espalhar a mentira de que a abolição da prostituição é uma pauta conservadora.

A GARRa Feminista foi acusada de “putafóbica”, fundamentalista e conservadora por defender as vozes das mulheres prostituídas e sobreviventes da prostituição que os liberais não querem ouvir, contra a exploração das mulheres, que lutam pela abolição da prostituição, e pelo fim do capitalismo e do patriarcado. O cartaz que fizemos e apresentamos no 1º Congresso de Diversidade Sexual e de Gênero da Faculdade de Direito e Ciências do Estado da UFMG, em 2014, permanece atual e relevante. A conjuntura, no entanto, mudou, e cada vez mais vozes se somam para questionar as mentiras dos liberais que se disfarçam de feministas. Se em 2013, no contexto da Copa do Mundo, fomos poucas, hoje somos muitas, e estamos cada vez mais fortes!

Seguimos em luta!

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